Thomaz/Stefano #8

Caro Stefano,

Sua carta também foi, para mim, um lugar onde chegar. Acho que textos também pertencem ao mundo do espaço, não só na página como, sobretudo, na memória. Neles se experimenta a mesma sensação de solidão que você descreveu. Nem sempre, nos livros como na vida, podemos alcançar essa sensação de pertencimento ao local e ao instante. Mas se, como você descreveu, essa experiência lança raízes implacáveis, ainda assim acredito no caráter benéfico dessa força.

É preciso viver o onde, ainda que muitas vezes isso seja impossível. Essa nossa conversa me lembrou de nossas primeiras cartas, em que eu falava sobre Cem Anos de Solidão e sobre a chuva em Macondo. Estamos sempre voltando aos mesmos lugares.

Espero notícias detalhadas suas para breve! Conte-me sobre como anda sua vie parisienne – o trabalho, as aulas, o cotidiano.

Um abraço,

Thomaz

Em resposta a: Stefano/Thomaz #7

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